A vantagem de se assistir uma série depois que ela já começou há algum tempo é que você não precisa esperar semanas para ver o que vai acontecer. Com Mental, só não esperei uma semana entre os dois primeiros episódios. Na verdade, a curiosidade sobre o que vai acontecer na série ainda não chega a ser motivo para ter raiva, como em Lost, por exemplo. Esperar mais um ano pela sexta temporada com certeza não será fácil para mim. Mas diferente do Jack de Lost, o novo Jack é um cativante protagonista. O segundo capítulo da nova série dá um up no conceito, mas ainda não atingiu as expectativas.
Felizmente, simpatizar com esta série não é uma missão difícil, como eu previra. A atuação de Chris Vance como o novo Jack não é perfeita. Ele se esforça muito para tentar parecer sarcástico, mas teve a sorte de conseguir tal personagem. Seu “jeito mala de ser” e suas maneiras controvérsias usadas para dirigir o hospital psiquiátrico são divertidas, uma quebra na dramaticidade que funciona. Não devo ser o único, porém, a crer que ele guarda algum segredo, e não estou falando de Rebecca.
Ainda em clima de adaptação, somos apresentados a Melissa Renier, uma mulher que está em uma gravidez psicológica, e seu marido, a causa dessa gravidez. Conhecemos também Wendy White, que sofre de hidrofobia. Considerando que no episódio piloto também houveram dois casos enfocados, é possível assim dizer o formato da série. Novos pacientes e casos a cada semana, sendo estes resolvidos no mesmo ou em alguns poucos episódios. Basta agora saber com o desenvolvimento da trama quais serão as interações entre os episódios, os ganchos de audiência importantes para toda série. Espero que triângulos amorosos (que já começaram, por sinal) não seja a principal solução. Essas interações podem ficar mais claras e sólidas se a série realmente engrenar. Os problemas financeiros do hospital são um exemplo, mas podem ser facilmente resolvidos pelos roteiristas caso a série precise acabar. Tramas mais extensas podem existir, mas por enquanto provavelmente continuam as tramas quase completamente isoladas para cada um dos capítulos.
Não são um problema, porém, as tramas isoladas. Muitas séries sobreviveram por várias temporadas com este formato, e com Mental tem sido interessante de ver. Grande parte graças aos métodos do Jack, já discutidos nessas duas primeiras críticas, ponto forte inegável da série até o momento.
São João da Capitá 2013
Há 12 anos
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