quarta-feira, 22 de julho de 2009

CRÍTICA - Mental: 1x07 - Obsessively Yours

Primeiramente desculpo-me pelo atraso. Com uma semana de viagens e o recente lançamento do filme de Harry Potter, cuja comunidade no Orkut eu ajudo a moderar, com certeza me mantive ocupado. Mas este não é um “blog/diário”.

Após um ótimo episódio onde finalmente conseguiram conciliar dois casos e subir o nível de complexidade da série, temos agora mais um episódio simples, mas eficiente.

Craig Peters, o paciente da semana, apresenta um quadro mais comum do que os que normalmente são abordados. Seu transtorno obsessivo compulsivo já havia sido tratado anteriormente no hospital, mas agora ele sofreu uma recaída. O motivo? Seu desempenho sexual parece não estar agradando à sua mulher, que por sua vez sofre de Síndrome de Klüver-Bucy, basicamente vício por sexo, e isso tem afetado Craig, fazendo com que seus tiques piorassem. Jack o convence de desistir da cirurgia que estava marcada para tentar resolver o problema, recorrendo à terapia, o que provoca a ira de Dra. Avidan.

Avidan, que estaria encarregada da cirurgia, obviamente não pretendia esquecer a perda do paciente, mas como sempre o carisma de Jack provoca sua redenção. Apesar de clichê isto de amor entre gato e rato, espero que a personagem torne-se uma presença fixa no seriado. Isso com certeza incrementaria a trama geral.

O ponto forte dessa vez foi a escolha dos roteiristas por não manter o foco central apenas no caso da vez, mas também quando se trata de desenvolver os personagens. Desenvolvimento esse que tem sido quase completamente falho, quando não falamos de Jack Gallagher. Os coadjuvantes na maioria das vezes não passam de meros peões para a trama, em diversos casos beirando a figuração. Desta vez todos os personagens tiveram suas participações, que nem sempre estavam ligadas ao caso, mas ao convívio do corpo docente, que vem formando os primeiros ganchos mais concretos da narrativa. Além disso, Jack, famoso por portar todas as soluções, pela primeira vez parece perdido em meio a um debate sobre o caso. Realismo, eu diria.

Com um início duvidoso e um desenvolvimento satisfatório, a série vem acumulando pontos positivos a cada episódio, e agora se aproxima cada vez mais de sua season finale que deverá acontecer no décimo capítulo. Se em sua ficção o programa não apresenta mistérios, na vida real há uma pergunta que não quer calar: haverá uma segunda temporada?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

NEWS - Heroes: Romance lésbico

Como já havia sido divulgado na quarta temporada de "Heroes" Claire tentará voltar à sua vida normal indo para a faculdade, e lá terá duas colegas de quarto, interpretadas por Madeline Zima e Rachel Melvin. Porém, há alguns dias tem se especulado que a interprete de Claire, Hayden Panettiere, teria em Rachel mais do que uma amizade no seriado.

Agora o Entertainment Weekly confirmou o boato. Annie, a colega de quarto, se envolverá com Claire. Só nos resta saber se será apenas uma "troca de experiências" ou se a coisa vai ficar mais séria.

A notícia não deixa de ser intrigante, mas sou só eu ou vocês também acham tudo isso muito sensacionalista? Alguém parece estar tentando reerguer o seriado a todo custo. ;)

CRÍTICA - Mental: 1x06 - Rainy Days

Semanas decisivas de agora em diante para série. O dia da exibição mudou. Passou das terças para as sextas. A mudança causou um certo estardalhaço nas pessoas que acompanham a série pela internet no Brasil, esta semana. Muitos pensavam que a série teria sido cancelada. Felizmente ela continua firme, mas a força só as próximas semanas poderão medir.

Pela primeira vez temos três aparentes casos como enfoque central do episódio. O primeiro, Leonard Steinberg, um suicida viciado em jogos. O segundo, Tray Hansen, que é acusado de homicídio qualificado. Enquanto Marcie Crane, a advogada da acusação, tenta por Tray atrás das grades, Jack assume o papel da defesa. Paralelamente ele tenta livrar a barra de Leonard, que perdeu uma grande aposta em um jogo e não vê mais motivos para viver, por isso seus impulsos suicidas. O diferencial é que o episódio não se passa apenas no hospital ou na casa dos pacientes. As tramas envolvem mais personagens do que o normal, e eles conseguem desenvolver um caso sem comprometer realmente o outro, algo que não havia sido feito até então.

O terceiro caso não só é uma surpresa como está interligado com o caso Tray, que na verdade era uma isca o tempo todo que mordemos para não percebermos a verdade. Durante o episódio recebemos vários indícios de quem realmente seria o paciente, mas ainda assim surpreende ver que era Marcie o alvo de Jack. Ela era a paciente, uma inesperada mudança da narrativa. O tempo inteiro vemos o caso do ponto de vista do paciente, e não de Jack, e pela primeira vez soubemos seu diagnóstico apenas no fim do capítulo, e não foi um final feliz. Tray, acusado injustamente, se matou em sua cela, e Marcie acaba entrando em depressão, desenvolvendo um distúrbio decorrente. A tentativa de recriar o julgamento, porém, não surte o efeito esperado, e Marcie não se recupera.

O fato é que os pontos fracos sempre presentes foram quase neutralizados, e o episódio foi o melhor até agora em termos de roteiro. Chris Vance resgata um pouco do Jack caricata, mas não foi nada exagerado hoje. Nenhum outro ator, com exceção da intérprete de Marcie, deixou a desejar. As tramas até então mínimas e aleatórias, e algumas esquecidas dês de o primeiro capítulo, começam a se interligar e intensificar, e há pela primeira vez uma interação grupal entre o corpo docente do hospital, que não aparentava nenhum vestígio de convivência fora do trabalho, através de um jogo de pôquer. Uma pena que esta interação foi limitada pela epidemia de gripe que parece desolar o hospital (e a minha casa =P). Senti falta de alguns personagens na cena, o Belle com certeza esquentaria tudo. A trama isolada do capítulo, que não poderia deixar de existir, foi a mais bem bolada até então.

Tudo aponta para uma única explicação: identificaram os pontos fracos e estão tentando conquistar a nova audiência, das sextas-feiras, para seguir em frente com o seriado. Nem sempre um início, meio e fim são suficientes para contar uma boa história. São necessárias reviravoltas, e é também necessário haver continuidade na trama. Parece que esta lição agora começa a ser aprendida.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

NEWS - Mental: Série abandona as terças-feiras

Uma notícia rapidinha sobre a série.

Já descobri por que o episódio dessa semana, o sexto da temporada, ainda não saiu. A série agora será exibida todas as sextas-feiras nos EUA. No Brasil, continuam os episódios inéditos todas as quartas na Fox Brasil, com reprises na quinta, sexta, domingo e segunda.

Provavelmente, como previsto, a audiência da série não tem sido satisfatória e agora o canal tenta salva-la mudando o dia da exibição. Vamos esperar para que dê certo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

CRÍTICA - Mental: 1x05 - Rolls of Engagement

Se eu fosse americano, provavelmente a Fox já teria perdido o meu ponto na audiência com Mental. Após uma semana relutando para assistir ao novo capítulo, resolvi me arriscar. Desculpem-me se alguém esteve esperando pela crítica, eu simplesmente não tive ânsia alguma por assistir o episódio, apesar das melhoras que a série vem apresentando. Devo dizer, porém, que me arrependi de ter perdido este tempo. O capítulo cinco, de dez previstos para a primeira temporada, é realmente o que a série precisava para reconquistar este telespectador aqui. Espero que tenha surtido efeito, também, na audiência em seu país de origem, já que é esta a audiência que trilha o futuro do programa.

O paciente da vez é Liam McBride, o queridinho da América. Depois de surtar em um talkshow em uma ótima cena, o ator, que lembra bastante Tom Cruise às vezes (rs), é encaminhado justamente para a clínica em que Jack Gallagher dirige a psiquiatria. Como previsto por Jack, sua chegada trouxe muitos problemas para o hospital, graças à enxurrada de paparazzis e fãs pendurados nas janelas. Liam fica o tempo todo fazendo interpretações dramáticas, e em certo ponto engana todos falando que estava só atuando o tempo inteiro pela de publicidade inusitada para seu novo filme, “Crazy going slowly am I”. Todos, menos Jack. Ele engana o ator para que fique mais tempo no hospital, para “vivenciar” a vida de um louco. Liam é então diagnosticado, sofre de distúrbio de personalidade narcisista.

Pessoas portadoras do distúrbio possuem uma auto-estima muito frágil e têm medo de que sejam reveladas suas falhas ou imperfeições. Desta forma a pessoa se excede no amor próprio e tem carência de admiração. Mais tarde descobrem que Liam usava testosterona para lidar com a imagem de sex symbol. Com seus pulinhos incomuns de sempre, Jack "hipnotiza" o ator e descobre seus traumas de infância (que quem assistiu sabe ;D), então ele supera isso e the end. Não foi uma cura surpreendente como estamos acostumados a ver, mas o episódio em si valeu a pena.

Apesar disso, os personagens mais uma vez foram pouco desenvolvidos. O máximo que soubemos foi que Norma, a diretora geral, já teve um caso com Jack. Nenhuma surpresa, é claro. Nada de Rebecca desta vez. Chris Vance, por sua vez, estava melhor neste episódio. Deixou de ser caricato, sem perder a irreverência que Jack pede. Dr. Belle continua tentando fazer com que Jack saia do hospital. Mais uma vez, nenhuma surpresa, e Derek Webster é o único que ainda me incomoda no elenco já que ao interpretar Belle parece rir desacreditado ou fazer cara de assustado o tempo inteiro. Nenhum gancho foi feito. Parece que vou ter que esperar para ver de novo só pela curiosidade de conhecer uma nova doença e saber como Jack irá resolvê-la.

O sexto capítulo já deveria ter saído, mas não sei o que houve. Não está ainda em nenhuma comunidade da série. Provavelmente houve algum hiato essa semana. Se houver qualquer informação mais grave, será postada no blog futuramente.