quinta-feira, 2 de julho de 2009

CRÍTICA - Mental: 1x05 - Rolls of Engagement

Se eu fosse americano, provavelmente a Fox já teria perdido o meu ponto na audiência com Mental. Após uma semana relutando para assistir ao novo capítulo, resolvi me arriscar. Desculpem-me se alguém esteve esperando pela crítica, eu simplesmente não tive ânsia alguma por assistir o episódio, apesar das melhoras que a série vem apresentando. Devo dizer, porém, que me arrependi de ter perdido este tempo. O capítulo cinco, de dez previstos para a primeira temporada, é realmente o que a série precisava para reconquistar este telespectador aqui. Espero que tenha surtido efeito, também, na audiência em seu país de origem, já que é esta a audiência que trilha o futuro do programa.

O paciente da vez é Liam McBride, o queridinho da América. Depois de surtar em um talkshow em uma ótima cena, o ator, que lembra bastante Tom Cruise às vezes (rs), é encaminhado justamente para a clínica em que Jack Gallagher dirige a psiquiatria. Como previsto por Jack, sua chegada trouxe muitos problemas para o hospital, graças à enxurrada de paparazzis e fãs pendurados nas janelas. Liam fica o tempo todo fazendo interpretações dramáticas, e em certo ponto engana todos falando que estava só atuando o tempo inteiro pela de publicidade inusitada para seu novo filme, “Crazy going slowly am I”. Todos, menos Jack. Ele engana o ator para que fique mais tempo no hospital, para “vivenciar” a vida de um louco. Liam é então diagnosticado, sofre de distúrbio de personalidade narcisista.

Pessoas portadoras do distúrbio possuem uma auto-estima muito frágil e têm medo de que sejam reveladas suas falhas ou imperfeições. Desta forma a pessoa se excede no amor próprio e tem carência de admiração. Mais tarde descobrem que Liam usava testosterona para lidar com a imagem de sex symbol. Com seus pulinhos incomuns de sempre, Jack "hipnotiza" o ator e descobre seus traumas de infância (que quem assistiu sabe ;D), então ele supera isso e the end. Não foi uma cura surpreendente como estamos acostumados a ver, mas o episódio em si valeu a pena.

Apesar disso, os personagens mais uma vez foram pouco desenvolvidos. O máximo que soubemos foi que Norma, a diretora geral, já teve um caso com Jack. Nenhuma surpresa, é claro. Nada de Rebecca desta vez. Chris Vance, por sua vez, estava melhor neste episódio. Deixou de ser caricato, sem perder a irreverência que Jack pede. Dr. Belle continua tentando fazer com que Jack saia do hospital. Mais uma vez, nenhuma surpresa, e Derek Webster é o único que ainda me incomoda no elenco já que ao interpretar Belle parece rir desacreditado ou fazer cara de assustado o tempo inteiro. Nenhum gancho foi feito. Parece que vou ter que esperar para ver de novo só pela curiosidade de conhecer uma nova doença e saber como Jack irá resolvê-la.

O sexto capítulo já deveria ter saído, mas não sei o que houve. Não está ainda em nenhuma comunidade da série. Provavelmente houve algum hiato essa semana. Se houver qualquer informação mais grave, será postada no blog futuramente.

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