quarta-feira, 23 de setembro de 2009

CRÍTICA - Heroes: 2x01/2x02 - Orientation / Jump, Push, Fall

A quarta temporada (e quinto volume, intitulado “Redenção”) de uma das séries com uma das tramas mais inconstantes da atualidade começou. Meu entusiasmo pelo seriado já está há muito afetado, mas tentarei ser o mais justo possível aqui quanto aos acertos e erros da equipe de produção. E esta provavelmente será uma crítica extensa, já que o primeiro episódio são na verdade dois. Um capítulo duplo de estréia. Então, ao trabalho.

O episódio começa mostrando como vai a vida de cada personagem. Claire, que anda traumatizada com tudo o que ocorreu e agora tenta voltar à sua vida normal, está na faculdade, e sua colega de quarto, Annie, está empenhada a fazê-la ter um projeto de vida, assim como ela. Mais à frente, Annie se mata, sem nenhum motivo aparente. Claire, por sua vez, está convencida de que não foi um suicídio, e Gretchen, outra garota da faculdade, se prontifica a ajudá-la a provar o assassinato. E não demorou para ela descobrir que Claire é invencível.

Hiro e Ando criaram uma empresa onde eles poderão ajudar as pessoas, chamada “Dial a Hero”. Peter passa suas horas vagas como enfermeiro salvando pessoas pela cidade. Seu primeiro cliente, uma menininha com um gato preso no telhado, ficou satisfeitíssima com o trabalho, mas Hiro, depois de parar o tempo, entra em um tipo de transe e fica paralisado. Ele explica a Ando que um médico disse-lhe que ele morrerá em breve. Do nada, volta no tempo 14 anos para a noite em que visitou uma vidente em um parque que lhe disse que ele seria um grande herói quando crescesse.

Noah, a contragosto, mantém a Companhia de pé por ordens de Angela. Aparentemente Tracy tenta matá-lo, mas ele é salvo por Danko. Mas, espera aí. Tracy não morreu? Não, gelo derrete. Ressuscitar um personagem com uma desculpa esfarrapada dessas? Bem, é Heroes.

Nattan, que na verdade, como vocês sabem, é o Sylar transformado e com a memória apagada, aparenta estar cada vez mais ciente de que ele não é quem ele pensa que é, e seus poderes aos poucos estão voltando. Ao longo de todo o capítulo, vemos a lenta transformação de Nattan em Sylar. Angela pede para Matt ajudá-la a fazer com que o Sylar dentro de Nattan suma de uma vez por todas, mas ele se recusa. Apesar de estar vivendo uma vida normal com sua família, depois de ter feito a transformação de Sylar em Nattan, a mente de Sylar parece ter se tornado parte dele, e pelo jeito não vai deixá-lo em paz até conseguir seu corpo de volta.

A grande novidade é o “Parque dos Irmãos Sullivan”, fruto de todo um time de novos personagens. Entre eles está Samuel, interpretado por Robert Knepper, o T-Bag de Prison Break. Seus poderes não estão claros ainda. Aparentemente Danko, que continua a caçar o pessoal mesmo sem a ajuda do governo, matou algum dos mutantes do parque e roubou uma chave dele. Para o que, ninguém sabe. Agora Samuel pretende se vingar, então ele manda um de seus capangas para fazer o serviço. Sucesso, mas a chave acaba caindo nas mãos de Noah. Além disso, eles vão tentar encontrar Hiro para mudar algo em seus passados. Ele volta no tempo justamente para o dia em que Hiro estava, 14 anos atrás.

Peter aproveita suas horas livres como paramédico para salvar pessoas pela cidade. Mas não por muito tempo. Noah aparece em seu apartamento depois de ter descoberto que a chave pertence a um cofre em um banco, e pede ajuda a Peter na missão de ir lá, pois acha que o assassino de Danko estaria à espreita. E ele estava certo. O maluco da faquinha aparece por lá logo depois de Noah e Peter tirarem uma bússola quebrada do cofre. Ele não consegue roubar a bússola (na hora, mas depois sim), mas a cena nos rendeu umas das melhores cenas de luta do seriado até agora.

Descartando alguns diálogos repletos de frases feitas e previsíveis, de uma forma geral, considerando a mania que os roteiristas tem de começar a história da estaca zero a cada temporada para tentar ganhar audiência, o episódio foi meramente introdutório. Talvez eles devessem parar de se preocupar tanto com a audiência e tomar o foco na trama original que eles tinham em mente no início. É claro que, depois de tantas mudanças e recortes, seria praticamente impossível tomar este rumo, mas deviam realmente pensar em criar um foco central para toda a trama. Por enquanto, vamos só esperar para ver.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

CRÍTICA - The Big Bang Theory: 3x01 - The Electric Can Opener Fluctuation

A terceira temporada do sitcom do momento, The Big Bang Theory, finalmente começou. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.

No último episódio, Leonard, Howard e Raj foram passar três meses de pesquisas com Sheldon no Ártico, e é no retorno do quarteto (agora barbudo depois de todo esse tempo) que começamos a nova temporada. A discussão da vez tem seu estopim quando Sheldon descobre que seus amigos sabotaram as pesquisas com resultados falsos para ele parar de encher o saco. Um motivo nobre é claro, para quem conhece Sheldon e seus poderes (e não me refiro à “audição vulcaniana”) que, diga-se de passagem, estão super desenvolvidos agora que ele aprendeu a arte do sarcasmo.

Em certo ponto, Sheldon foge para a casa de sua mãe no Texas, o que rende algumas piadas engraçadas sobre o preconceito derivado da massificação de uma idéia criada pela mídia sobre um lugar específico. Por último, Leonard finalmente “caught a break” com Penny. Bem, acho que Leonard dificilmente é o favorito de alguém. Em minha opinião é um personagem pra lá de forçado e chato, ainda mais ao lado de Sheldon, um dos melhores personagens da atualidade. Mas, fico feliz. Por Penny. Afinal, o amor é cego, não?

Apesar de todos os pontos fortes, há um problema visível. Grande parte das piadas assume um caráter egocêntrico quando presumem que todas as pessoas que assistem este capítulo são grandes fãs do seriado e conhecem todos os episódios. Em outras palavras, elas são meramente derivadas de passagens dos capítulos anteriores, e isto pode ser um problema para o caso de haver uma nova audiência. Isto pode funcionar com um seriado já consagrado, de longa data, mas se trata de um “novato”, afinal, estamos só iniciando a terceira temporada. Claro, para quem já conhece os episódios todos de cor é um prato cheio.

PS: Ninguém que assistir esse episódio jamais verá o emoticon “:D” sem lembrar de Sheldon. Ou assistir Toy Story sem lembrar de Howard.

sábado, 19 de setembro de 2009

CRÍTICA - Fringe: 2x01 - A New Day in the Old Town

Com um início aguado e um desenvolvimento impressionante, Fringe foi a grande novidade da última temporada. Mas será que o seriado vai manter o padrão de qualidade nesta temporada que agora começa ou seguirá o exemplo de diversas séries, onde depois do primeiro ano a tendência é decair? Depois de um season finale impressionante, onde temos a confirmação da premissa dos “mundos paralelos” e a rápida aparição de William Bell, ao menos a audiência para esta nova temporada, eles garantiram.

E como não poderia deixar de ser, QUE início de temporada. Lembram do aparente inútil acidente, no último episódio, que Olivia quase sofreu? Bem, em um dos mundos paralelos, ele aconteceu, e é neste cenário que começamos a nova fase, depois da no mínimo curiosa “aparição” (literalmente) da agente. De qualquer forma, Olivia morreu. Tudo bem sabemos que ela não morreu, não é? Mas para entrar no espírito da coisa, ela morreu. Sabiamente, os roteiristas não gastam muito tempo com o melodrama de uma morte que todos sabem que não aconteceu. Só faltou Peter conseguir dar um beijo na agente em seu leito para chamarmos este episódio de A Bela Adormecida, pois é exatamente neste momento que ela resolve acordar do nada.

Algum tipo de transformo foi o causador do acidente. Acidente, por assim dizer. Como vimos, ele esteve recebendo ordens de um fantasminha nada camarada para matar Olivia, que no momento encontra-se no hospital, psicótica, achando que alguém virá para matá-la, mas ela não se lembra de seu encontro com William Bell. Quem é o fantasminha? Só o tempo nos dirá. Enquanto isso, a divisão Fringe foi cortada do FBI por, pelo jeito, ser inútil se comparada aos gastos que geram, mas com uma ajudinha de Amy Jessup, a personagem estreante, também agente do FBI, eles estão na ativa, à surdina. Descobrem sobre o transformo, como ele se transforma, ligam os pontinhos e correm para salvar Olivia, que há esta hora já estava sendo atacada. Tudo se resolve e viveram felizes para sempre. Estas partes podemos pular.

Bem, de fato já houveram episódios melhores na outra temporada, mas este não deixou a desejar. Anna Torv esteve indiscutivelmente melhor neste capítulo. John Noble, gênio como sempre. Mas, quem esperava respostas, vai ter que esperar mais um pouquinho. Mas só um pouquinho, pois, diferente de Lost, Fringe costuma nos responder num instante. Não há mudança alguma no clima do seriado, e, por enquanto, isto é ótimo.

PS1: É engraçado e provocante ver a resposta às comparações de Fringe com Arquivo X no próprio seriado, como na cena da transformação do transformo em que na TV podemos ver os agentes Mulder e Scully, ou na cena das decisões sobre a divisão Fringe, onde a referencia é mais literal.

PS2: Broyles e Nina? Charlie morreu? Sério? Essas prefiro não comentar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CRÍTICA - Gossip Girl: 3x01 - Reversals of Fortune

E finalmente começa a temporada das grandes séries nos EUA. A fins explicativos: eu não assistia Supernatural assiduamente, e só agora estou tentando acompanhar, baixando em horário integral. Se eu conseguir, farei críticas sobre a 5ª temporada do seriado, também.

Mas o assunto neste post não é Supernatural. Para esta crítica, vou baixar a Gossip Girl e despejar meu veneninho por aí, ok? ;D

A grande espera pela terceira temporada de Gossip Girl é compreensível: os ganchos deixados pela segunda temporada para segurar a audiência surtiram efeito. Mas também, quem não ficaria curioso após saber que o irmão de Dan e Serena supostamente morto na verdade está vivinho da silva, e para completar, ao que parece ele e Dan dividirão as salas de aula em New York University. Como se não bastasse, todo o amor entre Blair e Chuck parece ter sido finalmente recompensado. Para uma segunda temporada mediana, foi um finale mais do que digno.

A terceira temporada começa no mesmo clima da segunda. Passado algum tempo, muitas coisas mudaram, e vamos nos habituando às mudanças conforme o episódio se adianta. Para início de conversa, a relação Chuck and Blair pelo jeito está longe de encontrar a paz. Os joguinhos continuam, e agora os dois se unem para infernizar a vida das pessoas alheias. Pra quem gosta do lado bitch das personagens, é um prato cheio. Ainda no clima das mudanças, Serena, depois de ter sido presa e passar uma temporada na Europa para deixar a poeira baixar e procurar seu pai, volta para NY e descobre que o seu plano não deu muito certo. Pelo contrário, graças às suas farrinhas européias que foram o assunto das fofocas durante todo o verão, ela se vê em meio a milhões de paparazzis. Mais à frente descobrimos que todos os flashes são causados intencionalmente para ela chamar a atenção do pai, que preferiu não dar as caras. Nate, por sua vez, está tendo um affair com Bree Buckley. Mas o que é o amor no Upper East Side se não um jogo de interesses? Convenientemente, Bree é uma inimiga de família e de longa data dos Van der Bilt, e Nate se aproveita da situação para irritar a família.

O irmãozinho renegado do casal ioiô não demorou a entrar em cena, e, previsivelmente, ele já tinha certa noção de em que estava se metendo, e logo a certidão de nascimento entrou em cena. Demorou menos ainda para ele encontrar seu par romântico em meio aos coadjuvantes. Vanessa, a que já passeou por praticamente todos os beicinhos do elenco, é a vítima, como não podia deixar de ser, e está sendo usada como ponte para que o renegado se aproxime da família. Que bonitinho. Plus: Vanessa está menos careca do que nunca, e, diga-se de passagem, seria melhor para ela que estivesse. Primo It manda lembranças. Falando em vítima, quem está perseguindo Serena? Se você respondeu Carter, acertou. E se tratando de Carter, acho que todos já sabem no que isso vai dar, não é?

O fato é que a série sempre foi cheia de situações repetitivas e previsíveis e só segura a audiência através de escândalos guardados nas mangas para os momentos de crise. Ou eles enrolam demais, ou eles soltam demais. Mas, se tratando de uma série sobre a vida de adolescentes da alta sociedade de Nova York, acho que este é o ponto. Justamente situações repetitivas e previsíveis com um escandalozinho de vez em quando para animar as coisas. Não se pode esperar muito daí. O jeito é assistir com a ideologia “enjoy the party while you can” na cabeça, e dessa forma você terá um entretenimento satisfatório.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

NEWS - Fringe: SBT exibirá o seriado. [Atualizada]

Boa notícia para quem sofre de insônia. O SBT começou a exibir no último dominogo (30) o seriado Fringe, que na TV aberta ganhou o nome "Fronteiras". O programa está sendo exibido às 3 da manhã, mas como todos sabem, a grade de programações da emissora muda mais que a aparência do seu carrinho nos jogos de Need For Speed.

O seriado divide o horário das madrugadas com "O Mentalista" (The Mentalist) e provavelmente a quarta temporada de Supernatural que a emissora pretende por no ar em breve.

[Atualização]

Mais uma vez, o SBT mudou sua grade, mas a notícia é boa. O seriado agora irá abandonar as madrugadas para invadir o horário nobre das terças-feiras, às 21:15, disputando audiência com a nova novela das oito (que começa às 9) no lugar do SBT Brasil, que, por sua vez, será exibido às 19:30. A mudança acontecerá na próxima segunda, dia 14, quando o seriado Harper's Island inalgurará a nova programação noturna. As quartas ficarão com O Mentalista (The Mentalist), enquanto as quintas ficarão com a outra estréia da emissora, A Garota do Blog (Gossip Girl). Já nas sextas-feiras a emissora exibirá a quarta temporada de Supernatural.

Basta saber por quanto tempo esse horário permanecerá.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

NEWS - Supernatural: Primeiro trailer do 5° ano.

A quinta temporada de Supernatural acaba de ganhar seu primeiro trailer completo, com muitas cenas inéditas. A temporada começa nos EUA dia 10 de setembro, com o episódio intitulado "Simpathy for the Devil". Assista abaixo:

sábado, 8 de agosto de 2009

NEWS - Supernatural: Paris Hilton participará da série.

Erick Kripke, o produtor-executivo de Supernatural, divulgou que Paris Hilton participará de um episódio na próxima temporada, entitulado "American Idol", que segundo ele promete ser irreverente.

Na trama, Paris, que dividirá cenas com seu colega de "A casa de cera" Jared Padalecki (Sam), interpretará um demônio que assume a forma de? Paris Hilton. O episódio vai ao ar nos EUA em 8 de outubro.

Parece que a aspirante a atriz não precisará se transformar em nada para se parecer com uma criatura demoníaca.

sábado, 1 de agosto de 2009

NEWS - Fringe: Poster da nova temporada

Neste período de "férias" das grandes séries, as novidades são escassas, mas ontem caiu na web o primeiro poster de divulgação da segunda temporada de Fringe, que vai ao ar nos EUA dia 8 de setembro, e traz a frase "Novos casos, infinitas possibilidades" como subtítulo, além de alguns easter eggs que já tem sido discutidos. Confira abaixo a arte e os easter eggs devidamente marcados, referentes às artes da primeira temporada. A = folha, B = Mão, C = Cavalo Marinho, D = Rosto. Algumas pessoas ainda teorizam que o buraco na imagem seria uma analogia à "Alice no País das Maravilhas".

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CRÍTICA - Mental: 1x07 - Obsessively Yours

Primeiramente desculpo-me pelo atraso. Com uma semana de viagens e o recente lançamento do filme de Harry Potter, cuja comunidade no Orkut eu ajudo a moderar, com certeza me mantive ocupado. Mas este não é um “blog/diário”.

Após um ótimo episódio onde finalmente conseguiram conciliar dois casos e subir o nível de complexidade da série, temos agora mais um episódio simples, mas eficiente.

Craig Peters, o paciente da semana, apresenta um quadro mais comum do que os que normalmente são abordados. Seu transtorno obsessivo compulsivo já havia sido tratado anteriormente no hospital, mas agora ele sofreu uma recaída. O motivo? Seu desempenho sexual parece não estar agradando à sua mulher, que por sua vez sofre de Síndrome de Klüver-Bucy, basicamente vício por sexo, e isso tem afetado Craig, fazendo com que seus tiques piorassem. Jack o convence de desistir da cirurgia que estava marcada para tentar resolver o problema, recorrendo à terapia, o que provoca a ira de Dra. Avidan.

Avidan, que estaria encarregada da cirurgia, obviamente não pretendia esquecer a perda do paciente, mas como sempre o carisma de Jack provoca sua redenção. Apesar de clichê isto de amor entre gato e rato, espero que a personagem torne-se uma presença fixa no seriado. Isso com certeza incrementaria a trama geral.

O ponto forte dessa vez foi a escolha dos roteiristas por não manter o foco central apenas no caso da vez, mas também quando se trata de desenvolver os personagens. Desenvolvimento esse que tem sido quase completamente falho, quando não falamos de Jack Gallagher. Os coadjuvantes na maioria das vezes não passam de meros peões para a trama, em diversos casos beirando a figuração. Desta vez todos os personagens tiveram suas participações, que nem sempre estavam ligadas ao caso, mas ao convívio do corpo docente, que vem formando os primeiros ganchos mais concretos da narrativa. Além disso, Jack, famoso por portar todas as soluções, pela primeira vez parece perdido em meio a um debate sobre o caso. Realismo, eu diria.

Com um início duvidoso e um desenvolvimento satisfatório, a série vem acumulando pontos positivos a cada episódio, e agora se aproxima cada vez mais de sua season finale que deverá acontecer no décimo capítulo. Se em sua ficção o programa não apresenta mistérios, na vida real há uma pergunta que não quer calar: haverá uma segunda temporada?