sábado, 19 de setembro de 2009

CRÍTICA - Fringe: 2x01 - A New Day in the Old Town

Com um início aguado e um desenvolvimento impressionante, Fringe foi a grande novidade da última temporada. Mas será que o seriado vai manter o padrão de qualidade nesta temporada que agora começa ou seguirá o exemplo de diversas séries, onde depois do primeiro ano a tendência é decair? Depois de um season finale impressionante, onde temos a confirmação da premissa dos “mundos paralelos” e a rápida aparição de William Bell, ao menos a audiência para esta nova temporada, eles garantiram.

E como não poderia deixar de ser, QUE início de temporada. Lembram do aparente inútil acidente, no último episódio, que Olivia quase sofreu? Bem, em um dos mundos paralelos, ele aconteceu, e é neste cenário que começamos a nova fase, depois da no mínimo curiosa “aparição” (literalmente) da agente. De qualquer forma, Olivia morreu. Tudo bem sabemos que ela não morreu, não é? Mas para entrar no espírito da coisa, ela morreu. Sabiamente, os roteiristas não gastam muito tempo com o melodrama de uma morte que todos sabem que não aconteceu. Só faltou Peter conseguir dar um beijo na agente em seu leito para chamarmos este episódio de A Bela Adormecida, pois é exatamente neste momento que ela resolve acordar do nada.

Algum tipo de transformo foi o causador do acidente. Acidente, por assim dizer. Como vimos, ele esteve recebendo ordens de um fantasminha nada camarada para matar Olivia, que no momento encontra-se no hospital, psicótica, achando que alguém virá para matá-la, mas ela não se lembra de seu encontro com William Bell. Quem é o fantasminha? Só o tempo nos dirá. Enquanto isso, a divisão Fringe foi cortada do FBI por, pelo jeito, ser inútil se comparada aos gastos que geram, mas com uma ajudinha de Amy Jessup, a personagem estreante, também agente do FBI, eles estão na ativa, à surdina. Descobrem sobre o transformo, como ele se transforma, ligam os pontinhos e correm para salvar Olivia, que há esta hora já estava sendo atacada. Tudo se resolve e viveram felizes para sempre. Estas partes podemos pular.

Bem, de fato já houveram episódios melhores na outra temporada, mas este não deixou a desejar. Anna Torv esteve indiscutivelmente melhor neste capítulo. John Noble, gênio como sempre. Mas, quem esperava respostas, vai ter que esperar mais um pouquinho. Mas só um pouquinho, pois, diferente de Lost, Fringe costuma nos responder num instante. Não há mudança alguma no clima do seriado, e, por enquanto, isto é ótimo.

PS1: É engraçado e provocante ver a resposta às comparações de Fringe com Arquivo X no próprio seriado, como na cena da transformação do transformo em que na TV podemos ver os agentes Mulder e Scully, ou na cena das decisões sobre a divisão Fringe, onde a referencia é mais literal.

PS2: Broyles e Nina? Charlie morreu? Sério? Essas prefiro não comentar.

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