quinta-feira, 4 de junho de 2009

CRÍTICA - Fringe: 1x19 - The Road Not Taken

Ao contrário do episódio passado, o início desse episódio foi ótimo. Além da intrigante cena da mulher-tocha deixa claro pra quem não presta atenção quem é Willian Bell, financiador e fundador da ZFT e MD, respectivamente, e que os casos estão ligados diretamente à estas "entidades". Logo após, ficamos sabendo que William não só financiou a ZFT, como também ESCREVEU o manifesto. Ok, até aí, tudo ótimo, mas here we go again, Fórmula Bishop (vide minha crítica do ep 17), mas dessa vez darei um desconto porque até eu sabia sobre pirocinese e a agitação das moléculas, quando alguém funciona como um microondas humano. Dessa vez o que me surpreende é o "universo paralelo" que Olivia consegue ver. Uma pena, considerando meus níveis de empolgação quando vi a cidade inteira pegando fogo. Tirando isso, devo dizer que ela sobe cada vez mais no meu conceito. A cena com Harris foi ótima, em termos de atuação.

Por mais engraçada que tenha sido a explicação para os acontecimentos que Emmanuel Grayson nos deu, não posso negar que ela se encaixa perfeitamente. Willian criando super soldados, ou eu deveria dizer soldadas? Como a garota-bomba-atômica, a mulher-toxa, a pseudo-vampira e a própia Olivia, para usá-los na guerra que está por vir contra os Romulanos que vieram do futuro para mudar a linha do tempo (o Observador). Olha aí, Fringe desvendado. rindo, mas quem sabe? Mas a cena só me faz lembrar o quanto estou ansioso pra ver o verdadeiro Spock, Leonard Lemoy, participando da série como Willian Bell. Devo destacar também que finalmente Peter não foi um total inútil engraçadinho que só serve de babá para Walter, enfim ele serviu para alguma coisa substancial, mas que viagem isso do vidro ter gravado tudo. Acho que o comum "Ah se essas paredes falassem" está bem perto de se tornar realidade.

Pra entender essa parte crítica terei que explicar. Enquanto assisto o episódio, vou escrevendo aqui todas as minhas opiniões. Sabem o que escrevi aqui antes? "Ninguém me tira da cabeça que o Harris está de complô com Willian Bell, que está na divisão Fringe apenas para atrasar as investigações". Bem, disso eu sabia, só não imaginava que ele seria desmascarado tão rapidamente. Acho que esse é muitas vezes o ponto forte de Fringe, e que o J.J. aprendeu depois de Lost. Se você passa muito tempo para desvendar um mistério, muitas vezes este mistério já perdeu a graça. Fringe nos dá a maioria das respostas em poucos episódios ou até em poucos minutos. Se isso é bom? Claro que é bom. Para nós espectadores, é ótimo. O problema é que quando tudo é desvendado em um piscar de olhos, logo logo não há mais nada para ser explicado. Só espero, pelo futuro da série, que J.J. tenha muitas coisas em mente para por em prática ainda. Caso contrário, como a maioria dos seriados, Fringe perderá o gaz nas próximas temporadas. Digo sem dúvida alguma que TODAS as séries tem como ponto forte sua primeira temporada justamente por esse motivo, a criatividade vai acabando. Este é o único motivo pelo qual não quero me empolgar tanto com Fringe como me empolguei com Heroes, Lost, Gossip Girl e tantas outras.

Me sinto obrigado a acrescentar também o quanto magnífica é a trilha sonora da série, e este episódio não deixa nada a desejar neste ponto. Aliás, não deixa a desejar em quase nada. Foi um episódio infinitamente melhor que o anterior, com muito clímax e não chega a cansar em parte alguma, muitas surpresas e nem um pouco previsível. Na real, previ que algo aconteceria com Nina, mas não foi nada demais. Detesto ela. E as atuações, Deus, as atuações... uma melhor que a outra dessa vez. John Noble me assusta. Percebam então uma contradição minha, como posso não me empolgar com Fringe depois de um episódio desses? Só espero que façam jus futuramente à essa perfeita primeira temporada. "Hello Walter, it's time to go". Que venha a Season Finale.

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